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A pele que habito: Envelhecimento pt.1 | Causas

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Envelhecimento pt.1 | Causas


Feliz ou infelizmente, o tempo não volta para trás. E por isso, de todas as preocupações que temos com a pele, o envelhecimento é sem dúvida aquela que mais motiva a investigação científica em busca de novos ingredientes cosméticos.

Mas não nos iludamos: os cosméticos têm limites, reais e legais, e ainda são poucos os ingredientes que podem realmente fazer uma diferença significativa na pele envelhecida. Mesmo assim, essa diferença é sempre muito modesta quando comparada com um peeling, a injeção de um filler ou deo famoso botox.

Por todos estes motivos, e tantos outros de que vos falarei adiante, a prevenção é sem dúvida a melhor aposta que podemos fazer! 

Assim, deixo-vos as principais causas do envelhecimento cutâneo, e que em grande parte podem ser evitadas.

  • Envelhecimento intrínseco
Esta é a dimensão do envelhecimento comum a todos nós, e que na verdade tem início a partir do momento em que nascemos. Contudo, nem todos respondemos ao passar do tempo da mesma forma:

    • Predisposição e dano genético
Os nossos genes determinam muito daquilo que se passa durante o envelhecimento, e tudo começa pelo género. As mulheres, que naturalmente têm também uma pele menos hidratada do que os homens, passam pela menopausa em que há uma queda abrupta de estrogénos na circulação sanguínea. Depois disso, a pele tende a passar por um processo de envelhecimento mais marcado que se deve entre outras coisas a uma menor produção de colagéneo, elastina e ácido hialurónico na derme.


Além disso, também o tom de pele com que nascemos pode condicionar a forma como envelhecemos. Nas peles africanas o envelhecimento torna-se mais visível a partir dos 50 anos e manifesta-se sobretudo por perda de firmeza na zona mandibular, enquanto que nos hispanicos, europeus e caucasianos a pele tende a envelhecer mais cedo e apresenta essencialmente rugas. Já nas mulheres asiáticas os primeiros sinais de idade apresentam-se principalmente sob a forma de manchas de pigmentação. 

Por outro lado, ao longo da vida as células cutâneas passam por diversas multiplicações que exigem a replicação dos seus genes. Assim, é natural que ao longo do tempo se vão acumulando erros, e que os próprios genes percam parte do seu conteúdo. Isto traduz-se numa menor eficiência das células cutâneas, e numa degeneração geral do funcionamento da pele.


    • Deslocamento de gordura

Como consequência do decréscimo na concentração de estrogénios dá-se deslocamento da gordura facial. Assim, os depósitos que se encontravam no centro do rosto (testa, zona periorbital e perioral, etc.) são reduzidos, e aumentam nas extremidades do rosto (zona mandibular, papada). A redução de volume na zona central do rosto resulta no aparecimento de rugas.

    • Stress oxidativo e glicação
Ao longo da vida o nosso organismo realiza uma imensidão de reações metabólicas que por usa vez produzem radicais livres altamente reativos. E embora possua mecanismos para os neutralizar, a sua eficácia não é de 100%, e é natural que após alguns anos se acumulem vários danos.

Este vídeo ajuda a  compreender melhor a glicação
Além da oxidação, pode dar-se também a glicação das proteínas das células e da matriz da derme que para além de as danificar permanentemente, confere à pele um aspeto amarelado.

    • Gravidade
A nossa pele está constantemente sujeita à força da gravidade, mas durante alguns anos vai dispondo de mecanismos que permitem contrariá-la. No entanto, seja pela sua ação continuada, seja após perda da firmeza da pele, esta força contribui para a perda de firmeza da pele e formação de rugas.

  • Envelhecimento extrínseco
Se por um lado o envelhecimento da pele é inegável e inevitável, sabe-se hoje que entre 80 a 90% dos sinais visíveis da idade se devem a fatores externos ao nosso organismo, e que na maioria podem ser evitados. Estas alterações somam-se àquelas que são provocadas pelo envelhecimento intrínseco, e tendem a ser bastante mais evidentes na maioria das pessoas.


    • Tabaco
O fumo do tabaco liberta um grande número de substâncias irritantes que se depositam na epiderme e aí exercem uma ação nociva. Além disso, as substâncias que são inaladas reduzem a circulação sanguínea aos vasos que irrigam a pele, afetando assim o fornecimento de água e nutrientes às células e matriz dérmica.

Como se não bastasse, há ainda quem acredite que o gesto repetido de segurar o cigarro com a boca e o pestanejar dos olhos provocado pelo fumo podem acelerar o aparecimento de rugas de expressão.


    • Exposição solar
Este senhor foi camionista, e durante 
a sua vida apanhou sol principamente
no lado esquerdo da face
(lado direito, na fotografia)
Quando a pele é exposta ao sol sem proteção no dia-a-dia, e não apenas nos dias de praia, vai sendo lentamente lesada pela radiação. Nota-se mesmo uma diferença de envelhecimento entre a pele que está exposta no dia-a-dia (rosto, peito, mãos e antebraços) e a pele que raramente recebe a luz do sol.

Isto acontece porque a radiação UVA atinge a Terra com a mesma intensidade durante todo o ano e consegue mesmo atravessar os vidro, tornando-se numa importante causadora do envelhecimento cutâneo. Além disso, ao contrário dos raios UVB que apenas atingem a epiderme, a radiação UVA consegue mesmo penetrar até à derme causando alterações tanto nas células da superfície como nos fibroblastos e nas fibras de colagénio e elastina. Aí, a radiação UVA permite a formação de radicais livres que poderão lesar as membranas das células, o seu DNA e estimular a libertação de moléculas pró-inflamatórias pelo sistema imunitário, bem como de enzimas que destroem as fibras de colagénio e elastina.

    • Alimentação
Aquilo que comemos pode influenciar o aspeto da pele por vários motivos, incluindo na forma como ela envelhece. 

Atualmente sabe-se que uma alimentação rica em hidratos de carbono refinados potencia a glicação das proteínas cutâneas.

Por outro lado, uma alimentação rica em antioxidantes pode melhorar as defesas do organismo contra os radicais livres e outras moléculas reativas geradas pelo metabolismo ou provenientes do dano provocado pela radiação UV.

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